sábado, 31 de maio de 2014

SETOR AUTOMOTIVO COLOCA À BAIXO PIB INDUSTRIAL DO PAÍS

O segmento automotivo foi um dos principais responsáveis pelo resultado negativo do PIB ( Produto Interno Bruto) da indústria da transformação no primeiro trimestre. É o que aponta levantamento divulgado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ). Por esse estudo, a economia brasileira, nos primeiros três meses do ano, na comparação com igual período de 2013, teve resultado fraco ( alta de 1,9%), e entre as atividades ajudaram a manter baixo o desempenho econômico estão a indústria de transformação ( a produção de bens manufaturados, como veículos, eletroeletrônicos e móveis) e a construção civil, que tiveram, respectivamente, queda de 0,5% e 0,9% de janeiro a março.


Para o delegado regional do Corecon ( Conselho Regional da Economia ), Leonel Tinoco, as fabricantes nacionais sofrem com a concorrência externa e com a baixa produtividade, na comparação com outros países, e a área automotiva, que move a economia do Grande ABC, foi muito impactada, pela paralisação nas vendas de veículos para a Argentina e também pela retração na demanda interna.

Segundo o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, o professor Sandro Maskio, outro dato preocupante apontado na pesquisa é a queda de 2,1% na formação bruta de capital fixo ( investimentos das empresas) no trimestre. Ele cita que as indústrias brasileiras têm baixa capacidade ociosa e precisariam investir para produzir mais, para que o País não corra o risco de ver a inflação subir mais.

Os especialistas veem motivos de preocupação para o crescimento no restante do ano, por causa da Copa do Mundo e as eleições. Na Copa, poucos setores serão beneficiados, de forma geral não se espera muito para a atividade do País. Além disso, ano de eleição é sempre complicado para a confiança o agente econômico, que fica mais cauteloso, esperando definições de política econômica do próximo governante.

sábado, 3 de maio de 2014

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS SUPERAM IMPORTAÇÕES EM ABRIL

As exportações brasileiras superaram as importações (superávit comercial ) em US$ 506 milhões em abril, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A Diferença entre exportações e importações é a Balança Comercial.


Em Abril, as exportações somaram US$ 19,724 bilhões, e as importações, US$ 19,218 bilhões.
Segundo o secretário do comercio exterior, Daniel Godinho, o resultado de abril foi influenciado pelas vendas dos produtos básicos por causa do início dos embarques da soja safra 2014.

É o segundo mês seguido em que a balança comercial fecha no azul. Em março as importações haviam superado as importações em 112 milhões. Em Abril do ano passado, as importações tinham superado as exportações em US$ 989 milhões.

No acumulado do primeiro trimestre, as importações superaram as exportações em US$ 6,072 bilhões.

Entre janeiro e abril, o resultado fica negativo em 5,566 bilhões.

Vale lembrar que apesar do superávit em abril isto se deve principalmente aos commodities, e porque as pequenas e médias empresas exportadoras não decolam? Exatamente isto não vemos incentivo do Governo em querer ajudar estas empresas que por muitas vezes desistem de participar do mercado internacional por falta de competitividade nos seus custos, nos portos, nos transportes, na miopia dos empresários em enxergar novos horizontes.

O Grande ABC perdeu posições, no primeiro trimestre, com exceção de São Bernardo do Campo as outras cidades recuaram suas vendas.

E, apesar de São Bernardo ter mantido a quarta colocação, as empresas da cidade registraram, de janeiro a março de 2013, US$ 957 milhões em vendas externas, valor que se reduziu em 11% para 851 milhões, no primeiro trimestre deste ano.

Para ajudar este impasse, o Bloqueio Argentino impacta diretamente nas sete cidades do ABC , que têm como forte vendas de veículos e peças.

É preocupante o cenário, a economia caminha a passos lentos, a atividade na indústria acumulando pior resultado da história, ou seja, a poucos dias da Copa Mundial isto deveria estar movendo fortemente os setores da economia mas, o que estamos observando são posições engessadas no consumo de vários setores, fazendo que o empresário fique observando o vento passar no mercado interno para talvez pensar no mercado internacional.

É necessário mudanças rápidas e foco no mercado para expansão seja no Doméstico e Internacional!