O segmento automotivo foi um dos principais responsáveis pelo resultado negativo do PIB ( Produto Interno Bruto) da indústria da transformação no primeiro trimestre. É o que aponta levantamento divulgado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ). Por esse estudo, a economia brasileira, nos primeiros três meses do ano, na comparação com igual período de 2013, teve resultado fraco ( alta de 1,9%), e entre as atividades ajudaram a manter baixo o desempenho econômico estão a indústria de transformação ( a produção de bens manufaturados, como veículos, eletroeletrônicos e móveis) e a construção civil, que tiveram, respectivamente, queda de 0,5% e 0,9% de janeiro a março.
Para o delegado regional do Corecon ( Conselho Regional da Economia ), Leonel Tinoco, as fabricantes nacionais sofrem com a concorrência externa e com a baixa produtividade, na comparação com outros países, e a área automotiva, que move a economia do Grande ABC, foi muito impactada, pela paralisação nas vendas de veículos para a Argentina e também pela retração na demanda interna.
Segundo o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, o professor Sandro Maskio, outro dato preocupante apontado na pesquisa é a queda de 2,1% na formação bruta de capital fixo ( investimentos das empresas) no trimestre. Ele cita que as indústrias brasileiras têm baixa capacidade ociosa e precisariam investir para produzir mais, para que o País não corra o risco de ver a inflação subir mais.
Os especialistas veem motivos de preocupação para o crescimento no restante do ano, por causa da Copa do Mundo e as eleições. Na Copa, poucos setores serão beneficiados, de forma geral não se espera muito para a atividade do País. Além disso, ano de eleição é sempre complicado para a confiança o agente econômico, que fica mais cauteloso, esperando definições de política econômica do próximo governante.