quinta-feira, 7 de agosto de 2014

INDUSTRIA NACIONAL TENTA REDUZIR DEPENDÊNCIA ARGENTINA

O mercado Argentino representa cerca de 75% do que é exportado pelo segmento, segundo a Anfavea, incluindo carros e peças. Independentemente da situação do país vizinho - que, segundo entidades internacionais de avaliação de crédito, está em calote técnico.

O segmento trabalha na expansão de acordos de comércio com outras regiões do mundo, que poderiam reduzir essa dependência.

O Grande ABC também tem parcela significativa, de 40% de vendas ao Exterior destinadas a esse mercado. São Caetano do Sul, por exemplo, o índice sobe para 78% esta dependência.

Segundo o dirigente da associação das montadoras, a ideia é buscar maior integração com a América do Sul e, num segundo momento, com países da África.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CHINA NA ARGENTINA

Chineses devem oferecer financiamento sob a condição de vender mais ao país e aproveitar a entrada com mais força na América Latina.

A queda nas exportações brasileiras para a Argentina deve se acentuar ainda mais até o fim do ano em razão do estado de calote que o país vive. Até julho, as vendas caíram 22,6% e, nas estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil, esse percentual pode chegar a 27%.

Na contra mão, teme-se que a competição com a China, que já não é fácil, se acirra cada vez mais.
Os chineses vinham aproveitando o momento de crise para ganhar espaço. No mês passado, durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país, eles se comprometeram a investir US$ 7,5 Bilhões e produtos deles com pagamentos a serem feitos em yuan.

Após o calote, o crédito deve ficar mais escasso, e os chineses pode aproveitar o momento para oferecer financiamento aos argentinos sob a condição de vender mais produtos ao país. Eles têm reservas de trilhões de dólares e não teriam o menor problema para dar financiamento.

O avanço chinês já prejudica setores como o de calçados. O Brasil, já exportou US$ 200 milhões em calçados para a Argentina.Neste ano, porém, deve vender pouco mais de US$ 50 milhões. No primeiro semestre, as vendas caíram 39%. No entanto, as importações de outros países fora do bloco, em especial da China, cresceram 11,4¨% em receitas, chegando a US$ 79,5 milhões.

Quanto ao setor automotivo, quase 15% de toda a produção nacional de automóveis é destinada ao país vizinho. Vão sobrar carros nos pátios, segundo um executivo do setor. Vale lembrar que já estamos dando férias coletivas porque a demanda interna também está fraca."

As Exportações de automóveis caíram mais de 30% neste ano e a expectativa é de que caiam mais. Os preços dos automóveis vinham subindo na Argentina em 35% e enfraquecendo a demanda interna também. 

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sábado, 2 de agosto de 2014

CALOTE ARGENTINO

A falta de acordo com fundos especulativos para o pagamento de títulos da dívida pública argentina, cujo prazo final de negociação era 31 julho, deve derrubar ainda mais as exportações do Brasil e principalmente do Grande ABC que já vêm em queda no primeiro semestre ante ao mesmo período de 2013. 

O Grande ABC tem grande dependência em relação a esse mercado, que representa 40% das vendas externas das empresas dos sete municípios,e, agora, com o chamado defaut, especialistas avaliam que haverá impacto direto nas encomendas para esse destino.

Foi a segunda vez que o país vizinho deu o calote, desta vez, de forma involuntária. Isso porque a Justiça norte-americana, em junho, bloqueou os recursos argentinos para o pagamento de US$ 539 milhões- que venceria no final de julho, aos credores que aceitaram a renegociação da dívida, em 2001, de mais de US$ 100 bilhões, se não houvesse o pagamento também dos fundos especulativos. O problema é que estes credores, a minoria, não querem aceitar o valor reduzido, exigem o pagamento integral. Essa situação de impasse criará dificuldades para os exportadores, por vários motivos. Ninguém vai conseguir carta de crédito para a importação argentina, porque os preços vão ficar proibitivos e porque os bancos não vão ter interesse em conceder.

Também, porque a Argentina possui poucas reservas (cerca de US$ 30 bilhões), muitas pequenas empresas exportadoras vão querer o pagamento antecipado, e as grandes, embora continuem exportando ( fabricantes automotivos) também terão dificuldades, impostas pelo governo da presidente Cristina Kirchner. Outros motivos, haverá a necessidade de os argentinos ampliarem o superavit comercial. No primeiro semestre, eles tiveram saldo positivo de US$ 8 bilhões, 28% menos que no mesmo período de 2013.

O Calote técnico também impactará no consumo argentino, terá efeito sobre o câmbio, com a desvalorização do peso e o consequente encarecimento dos produtos brasileiros na Argentina, poderá gerar retração em investimentos diretos.

A situação é dramática para a Argentina, que vive atualmente em estagflação ( ou seja, inflação alta e estagnação econômica.