sexta-feira, 25 de julho de 2014

EXPORTAÇÃO NO ABC

As exportações do Grande ABC encolheram quase 20% (18%) no primeiro semestre e, como consequência, com exceção de São Bernardo, as outras seis cidades da região pioram sua presença no ranking estadual de vendas ao Exterior. Foi o que apontou levantamento realizado pelo CIESP, que observou os resultados das 39 regionais da entidade, com base em dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Principal polo Automotivo do País, São Bernardo se manteve na quarta colocação estadual, ao somar US$ 1,74 bilhão em receita com encomendas ao mercado internacional no semestre, embora tenha reduzido em 16,3% a comercialização de produtos a outros países na comparação com igual período do ano passado.
Mesmo com a retração, ainda representa praticamente a metade do exportado pelo Grande ABC ( de US$ 2,593 bilhões). O principal destaque em SBC foram os embarques de caminhões e ônibus ( com US$ 657  milhões de receita, o correspondente a 37,7% do total) e automóveis, picapes e utilitários (US$ 240 milhões, ou 13,8% ). 
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Boa parte dos outros municípios da região, além de reduzirem as exportações em relação a 2013, também ficaram para trás no ranking do CIESP. Foi o caso da região de Santo André ( que reúne também empresas de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra ), que passou de 13% nos primeiros seis meses de 2013 para o 16o na metade inicial de 2014; São Caetano, sede da General Motors do Brasil, que despencou da 27o colocação para 34o, e Diadema, que passou de 35o para 36o.

Salientamos que estes números em grande parte se deve às dificuldades de vendas dos veículos e autopeças brasileiros na Argentina.

EXPORTAÇÕES NO 1o SEM 2014 Milhões

SÃO PAULO                        US$ 3,919
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS       US$  2,869
SANTOS                             US$  2,267
SÃO BERNARDO                  US$  1,741
SANTO ANDRÉ                    US$     601
SÃO CAETANO                    US$     158
DIADEMA                           US$       92

A Copa já acabou e passou da hora de levantarmos voo, nossa economia já vem se arrastando há tempos, precisamos aumentar nossas vendas e direcionar novos rumos sem a dependência do Governo!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SETOR TÊXTIL

Setor Têxtil costura reação contra a invasão Chinesa
Fabricantes do ramo de vestuário buscam novas formas de garantir ganhos em cenário desafiador.

Concorrência, tributação e dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada representam as três maiores dificuldades das indústrias do setor têxtil principalmente no Grande ABC.

As questões da concorrência com os importados de baixo custo e da tributação são macroeconômicas e, embora seja preciso lutar contra elas, o que mais acontece no grupo é desenvolver estratégias para contornar os efeitos destes desafios.
De acordo com os números do Simpi ( Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo), entre 2010 e 2013 o número de fábricas na região cresceu, em média, 4% ao ano, mais do que o PIB de 2012 e 2013. Pelas contas da entidade, a região é a quarta maior produtora de artigos de vestuário no Estado, só atrás de Franca, Bauru e Americana. 

Perfil do Setor 2013

Faturamento da Cadeia Têxtil e Confecção: US$ 56 bilhões contra US$ 58 bilhões em 2012.
Exportações ( Sem fibra de Algodão) US$ 1,2 bilhão, contra US$ 1,28 bilhão em 2012.

Importações ( sem fibra de Algodão) US$ 6,76 bilhões, contra US$ 6,59 bilhões em 2012.
Saldo da balança comercial: US$ 5,5 bilhões negativos, contra US$ 5,3 bilhões negativos em 2012.

Investimento no setor: US$ 1,6 bilhões (estimativa) contra US$ 2,2 bilhões em 2012;
Produção média de confecção: 9,8 bilhões de peças; ( vestuário+cama,mesa e banho);

Trabalhadores: 1,7 milhão de empregados diretos e 8 milhões se adicionarmos os indiretos, dos quais 75% são de mão de obra feminina.;
Representa 16,4% dos empregos e 5,5% do faturamento da indústria de transformação;
2o maior empregador na indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas (juntos);

2o maior gerador do primeiro emprego;
Número de empresas: 30 mil em todo o País (formais);

Quarto maior parque produtivo de confecção do mundo;
Quinto maior produtor têxtil do mundo;

Segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de denim do mundo;
A moda brasileira está entre as cinco maiores semanas da moda do mundo;

Temos mais de 100 escolas e faculdades de moda;
O Brasil é, ainda, a última cadeia Têxtil completa do Ocidente. Só nós ainda temos desde a produção das fibras, como plantação de algodão, até os desfiles de moda, passando por fiações, tecelagens, beneficiadoras, confecções e forte varejo;

Indústria que tem quase 200 anos no País;

O Brasil é referência mundial em design de moda praia, jeanswear e homewear, tendo crescido também os segmentos de Fitness e Lingerie.



ACORDO AUTOMOTIVO

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, em entrevista à imprensa há poucos dias, disse que há, preocupação com a possibilidade de calote, mas se mostrou confiante nas negociações em andamento por parte do governo da presidente Cristina Kirchner.

" Nós fizemos recentemente um acordo automotivo Brasil-Argentina, que prevê integração produtiva, o que é muito bom, porque para eles possam exportar, gerando divisas, eles terão de importar . A grande vantagem desse acordo que fizemos há um mês é justamente esta. Tenho certeza de que o setor terá poucos impactos, qualquer que seja o caminho da decisão da Justiça Norte-Americana, em relação ao pagamento da dívida com os fundos abutres, afirmou Moan.

O Acordo automotivo, que entrou em vigor no dia 1o, prevê que, nos próximos 12 meses, o Brasil deverá importar US$ 1 para cada US$ 1,5 exportado em carros e autopeças, livre de impostos. Ou seja, se as montadoras brasileiras venderem ao país vizinho US$ 1,5 bilhão, o País terá de fazer compras de US$ 1 bilhão em peças e veículos sem a cobrança de tarifa de importação. Castro não é otimista, caso haja o calote. " O problema é a garantia de pagamento", diz.

GRANDE ABC

As vendas totais dos sete municípios ao Exterior somaram US$ 2,593 bilhões no primeiro semestre, 18% menos que nos primeiros seis meses de 2013. O desempenho negativo refletiu, em boa medida, crise vivida no país vizinho. Houve redução de 28% nas encomendas da região para lá nesse período.

Nos dois últimos meses houve queda de 40% nas vendas de veículos do Brasil ao país vizinho, conforme Moan.
A região, por ser polo automotivo, sente esses reflexos. Entre os itens da pauta exportadora de São Caetano, a liderança é de picapes leves, cujas encomendas ao Exterior ( em valores ) tiveram queda de 46% no semestre. O segundo produto mais vendido são automóveis médios, que tiveram redução de 80%. No caso de São Bernardo, o principal item exportado são chassis de ônibus, que tiveram diminuição de 8% no ano até julho. Na sequência, aparecem caminhões, que registraram recuo de 12% nos embarques ao mercado internacional.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

RISCO EXPORTAÇÕES PARA ARGENTINA

O risco de calote do governo argentino à dívida pública pode afetar ainda mais as exportações das empresas do Grande ABC, que já vem em forte declínio no ano. Isto por causa da forte dependência que a indústria da região tem, no campo externo, em relação ao mercado vizinho, que hoje representa quase 40% das vendas externas das empresas destas região.

No Primeiro semestre deste ano, cerca de US$ 1 bilhão do que foi obtido pelas empresas do sete municípios com as encomendas ao Exterior, devem-se ao comércio com a Argentina. Nos primeiros seis meses de 2013, esse destino representava ainda mais: 45% ( cerca de US$ 1,43 bilhão).

As vendas de produtos manufaturados do Brasil à Argentina somam 20% do total das encomendas desses itens ao mercado internacional. O Grande ABC tem como forte, em sua pauta de exportações, produtos manufaturados, principalmente do setor automotivo, como caminhões, chassis de ônibus, automóveis e autopeças.

Conforme declaração do Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, o cenário é muito ruim, O risco é real, a Argentina tem até dia 30, se não conseguir, é o calote, o que significa que não vai pagar ninguém, diz, referindo-se ao prazo de negociação com representantes dos fundos abutres, como a presidente Cristina Kirchner se referiu a credores que não aceitaram renegociar a dívida argentina após a moratória de 2001 e que exigem agora o pagamento integral de títulos, cerca de 7% da dívida, US$ 1,33 bilhão, sem incluir os juros. 

Dessa forma, se a situação não se resolver em dez dias, o governo argentino terá dificuldades em obter mais crédito para pagar a dívida e vai depender da balança comercial, ou seja, deverá restringir ainda mais as importações.

Certamente, haverá impacto se ocorrer o calote, situação semelhante foi vivenciada por exportadores em relação à Venezuela, em que o governo, do presidente Nicolás Maduro, brecou a liberação de dólares para muitas empresas locais pagarem as compras internacionais.

Com isso, a China poderá ampliar seus negócios na Argentina com o financiamento de obras públicas em contra partida a venda de produtos ao país, tirando assim, algum espaço dos produtos Brasileiros.
"A China possui uma reserva de US$ 3 trilhões".

domingo, 20 de julho de 2014

MARKETING INTERNACIONAL

As mudanças no mundo moderno estão acontecendo muito rapidamente e, as organizações cada vez mais estão buscando inovações para garantir sua competitividade e existência nos mercados. O que estamos vivendo é a diversificação Global que, para um grande número de pequenas e médias empresas ainda é um tabu atravessar fronteiras e colocar sua marca, seu nome ou o seu produto no exterior.

Sabemos que não estamos maduros neste quesito, como estamos vendo os Chineses avançando rapidamente no Globo, seja, pequeno, médio ou grande empreendedor que entram sem temor oferecendo seus produtos mesmo com qualidade ou  inferiores aos nossos.

A falta de competitividade dos nossos produtos é o principal fator negativo para avançar em outros países e mercados, nossa carga tributária continua engessando nossa produção.

As técnicas de planejamento e elaboração se faz necessária para medir todos os avanços no desenvolvimento de seus produtos ou serviços nos mercados que para algumas empresas, nunca colocaram os seus pés. Estas habilidades são apropriadas para alcançar um orçamento maior em seu planejamento de vendas, podendo sim, manter um equilíbrio em seus custos de produção.
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sábado, 19 de julho de 2014

ECONOMIA BRASILEIRA ENCOLHE EM MAIO

A economia Brasileira teve contração em maio de acordo com dados de atividade do Banco Central. O IBC de maio corrobora nosso cenário de um fraco crescimento do PIB no segundo trimestre, afirmou a equipe de economistas, mantendo a projeção de recuo de 0,3% do PIB no período. Na Comparação com maio de 2013, o IBC avançou 0,38% e acumula em 12 meses alta de 1,95%.
A Economia Brasileira vem perdendo força, após crescimento de apenas 0,2% no primeiro trimestre sobre os últimos três meses do ano passado. Em 2013, o PIB cresceu 2,5% e, neste ano, a expectativa de analistas é de que o avanço desacelere para 1%.
Em Geral, um crescimento muito fraco e persistente inflação acima de 6% estão prendendo a economia em um cenário de estagflação conforme informações de pesquisa do Goldman Sachs para América Latina.
Um dos maiores pesos é a indústria, cuja produção em maio recuou 0,6% no terceiro mês seguido de perdas.
Aguardamos os próximos resultados com muita atenção e os reflexos da Copa do Mundo com os investimentos realizados em alguns setores.