quarta-feira, 23 de julho de 2014

ACORDO AUTOMOTIVO

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, em entrevista à imprensa há poucos dias, disse que há, preocupação com a possibilidade de calote, mas se mostrou confiante nas negociações em andamento por parte do governo da presidente Cristina Kirchner.

" Nós fizemos recentemente um acordo automotivo Brasil-Argentina, que prevê integração produtiva, o que é muito bom, porque para eles possam exportar, gerando divisas, eles terão de importar . A grande vantagem desse acordo que fizemos há um mês é justamente esta. Tenho certeza de que o setor terá poucos impactos, qualquer que seja o caminho da decisão da Justiça Norte-Americana, em relação ao pagamento da dívida com os fundos abutres, afirmou Moan.

O Acordo automotivo, que entrou em vigor no dia 1o, prevê que, nos próximos 12 meses, o Brasil deverá importar US$ 1 para cada US$ 1,5 exportado em carros e autopeças, livre de impostos. Ou seja, se as montadoras brasileiras venderem ao país vizinho US$ 1,5 bilhão, o País terá de fazer compras de US$ 1 bilhão em peças e veículos sem a cobrança de tarifa de importação. Castro não é otimista, caso haja o calote. " O problema é a garantia de pagamento", diz.

GRANDE ABC

As vendas totais dos sete municípios ao Exterior somaram US$ 2,593 bilhões no primeiro semestre, 18% menos que nos primeiros seis meses de 2013. O desempenho negativo refletiu, em boa medida, crise vivida no país vizinho. Houve redução de 28% nas encomendas da região para lá nesse período.

Nos dois últimos meses houve queda de 40% nas vendas de veículos do Brasil ao país vizinho, conforme Moan.
A região, por ser polo automotivo, sente esses reflexos. Entre os itens da pauta exportadora de São Caetano, a liderança é de picapes leves, cujas encomendas ao Exterior ( em valores ) tiveram queda de 46% no semestre. O segundo produto mais vendido são automóveis médios, que tiveram redução de 80%. No caso de São Bernardo, o principal item exportado são chassis de ônibus, que tiveram diminuição de 8% no ano até julho. Na sequência, aparecem caminhões, que registraram recuo de 12% nos embarques ao mercado internacional.


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