segunda-feira, 21 de julho de 2014

RISCO EXPORTAÇÕES PARA ARGENTINA

O risco de calote do governo argentino à dívida pública pode afetar ainda mais as exportações das empresas do Grande ABC, que já vem em forte declínio no ano. Isto por causa da forte dependência que a indústria da região tem, no campo externo, em relação ao mercado vizinho, que hoje representa quase 40% das vendas externas das empresas destas região.

No Primeiro semestre deste ano, cerca de US$ 1 bilhão do que foi obtido pelas empresas do sete municípios com as encomendas ao Exterior, devem-se ao comércio com a Argentina. Nos primeiros seis meses de 2013, esse destino representava ainda mais: 45% ( cerca de US$ 1,43 bilhão).

As vendas de produtos manufaturados do Brasil à Argentina somam 20% do total das encomendas desses itens ao mercado internacional. O Grande ABC tem como forte, em sua pauta de exportações, produtos manufaturados, principalmente do setor automotivo, como caminhões, chassis de ônibus, automóveis e autopeças.

Conforme declaração do Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, o cenário é muito ruim, O risco é real, a Argentina tem até dia 30, se não conseguir, é o calote, o que significa que não vai pagar ninguém, diz, referindo-se ao prazo de negociação com representantes dos fundos abutres, como a presidente Cristina Kirchner se referiu a credores que não aceitaram renegociar a dívida argentina após a moratória de 2001 e que exigem agora o pagamento integral de títulos, cerca de 7% da dívida, US$ 1,33 bilhão, sem incluir os juros. 

Dessa forma, se a situação não se resolver em dez dias, o governo argentino terá dificuldades em obter mais crédito para pagar a dívida e vai depender da balança comercial, ou seja, deverá restringir ainda mais as importações.

Certamente, haverá impacto se ocorrer o calote, situação semelhante foi vivenciada por exportadores em relação à Venezuela, em que o governo, do presidente Nicolás Maduro, brecou a liberação de dólares para muitas empresas locais pagarem as compras internacionais.

Com isso, a China poderá ampliar seus negócios na Argentina com o financiamento de obras públicas em contra partida a venda de produtos ao país, tirando assim, algum espaço dos produtos Brasileiros.
"A China possui uma reserva de US$ 3 trilhões".

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